terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Bispo do Crato Ceará: “Fui ameaçado de morte,”

Dom Fernando Panico - bispo do Crato Ceará
Gazeta de Notícias - “Fui ameaçado de morte,” disse o bispo do Crato, um italiano nascido em Tricase pequena comunidade italiana da região da Puglia, província de Lecce, mas esqueceu ou não soube dizer: quem, quando, onde e porque foi ameaçado de morte.

Dom Fernando, depois de um desastroso episcopado na Diocese do Crato, quer sair como vítima, mesmo todo mundo sabendo de seu intempestivo e malfadado comando, colocando em risco a economia e patrimônio diocesano, construídos ao longo de 99 anos pelos quatro bispos anteriores.
Chamado a Arquidiocese em Fortaleza para esclarecer fatos dessa “briga por terras” e o desmando nas finanças e patrimônio da diocese, Dom Fernando não teve como se justificar frente à cúpula da Igreja Católica no Ceará, e inventou incontinente essa ficção oficiosa de “ameaça de morte.” A história de morte de um bispo no Brasil aconteceu em 1556 quando o bispo, também de nome ‘Dom Fernando’ Sardinha, morreu devorado pelos índios Caetés, após o navio em que viajava naufragar no litoral do estado de Alagoas.
Não é a Diocese do Crato que teima numa luta inglória pela ganância de terras e imóveis deixados em testamento pelo padre Cícero Romão Batista para as padroeiras e beatas, sempre com a determinação enfática, de “Juazeiro do Norte,” mas sim, um bispo italiano que veio para desarticular a trabalhada boa convivência Juazeiro do Norte-Crato.
Fernando Panico avança de modo sôfrego sobre o rico espólio do Padre Cícero, sobrepondo todos os limites da ética e do direito adquirido, indo ainda de encontro às leis brasileiras e transtornando a boa convivência do povo caririense. Quer o prelado italiano insuflar uma desordem social no Cariri. Mexer nos processos de herança, vendas e compras das terras deixadas de forma testamental pelo então Padre de Juazeiro. A grande maioria das terras periféricas, de Juazeiro, faz parte do legado do Padre Cícero e que foi textualmente especificado seus legatários. Não cabe ao bispo ou a Diocese do Crato mudar ou desvirtuar o traçado da história local.
A cobiça é tamanha que Dom Fernando não mede esforços nem dinheiro para assenhorar-se de profissionais advogados e gente de todo naipe com propósitos de criar e fortalecer uma trupe de sequazes para, no peito e na raça, arrebatar direitos adquiridos.
Para redirecionar o espólio do Padre Cícero será preciso alterar a ordem dos fatos na história de Juazeiro e despejar, espoliar e expulsar milhares de proprietários de glebas, lotes, terrenos, prédios e residências hoje ocupados por doações e/ou compras em transações feitas, ao longo de mais de quarenta anos, através do padre Murilo de Sá Barreto – vigário geral de Juazeiro do Norte e seus antecessores.
Essa avidez e ganância desmedida de tomar terras adquiridas legalmente, compradas e pagas, em negociação confirmada por farta documentação produzida pelo Padre Murilo e reconhecida com Fé Pública pelo Cartório de Imóveis de Juazeiro do Norte, é no mínimo uma irracionalidade do bispo Fernando Panico.
“Ameaçado de morte” foi à miragem de uma tábua de salvação vislumbrada pelo prelado italiano para ousar se safar de sua malsinada intentona.
(Texto do jornalista Luiz José dos Santos)

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