segunda-feira, 9 de maio de 2011

Carta de Dom Panico

Gazeta de Notícias -

Prezado Prof. Antonio Renato,
Encontro-me em Aparecida do Norte, á sombra da casa da Mãe, no Dia das Mães, participando da 49ª Assembléia Geral da CNBB. Embora longe da Diocese, chegam até mim os ruídos dos meios de comunicação local, alguns raivosos e outros fantasiosos, para não dizer injustos,

Acuso o recebimento da sua carta “Aos amigos de Mons. Murilo”. Deus é testemunha que uma amizade sincera, sacerdotal, respeitosa e afetuosa unia o venerável Pároco ao seu novo e jovem Bispo, desde o dia da minha primeira visita á Paróquia de Nossa Senhora das Dores até o dia do sepultamento do Monsenhor, quando chorei como no dia da morte do meu pai.

Agora, há pessoas que, movidas por interesses diabólicos (diabo, na etimologia da palavra grega, é aquele que divide), querem “bagunçar o coreto”, tem interesses escusos, confundem a opinião do povo, semeiam joio no campo de trigo, caluniam, injuriam, roubam e matam (como lemos no Evangelho). Mons. Murilo deve estar inconformado e desgostoso com tais pessoas... Ele, junto de Deus, está contemplando a verdade na sua inteireza, objetivamente. A ação judicial movida pela Diocese não é contra Mons. Murilo, mas contra quem – presumivelmente – agiu em má fé e ofendeu, sim, a honradez, a confiança e a santa memória de Mons. Murilo. Por mais que a Diocese proclame isto aos quatro ventos, parece que estamos falando para surdos; e o “pior surdo é aquele que não quer ouvir”.

Fique certo, Prof. Antonio Casimiro: a História (e não as estórias) haverá de nos revelar o Rosto da Verdade, para a alegria e a Paz de todos. Vale o ditado da sabedoria do povo: “Deus escreve direito por linhas tortas”. Ciente disto, vou caminhando com serena confiança. A última palavra será sempre de Deus. Cristo, que é o Caminho – Verdade – Vida, ressuscitou!

Por fim, devo dizer que tenho uma missão a cumprir e uma vocação a viver. O “Epíscopo” (Bispo) é quem, entre outras tarefas, deve zelar e vigiar pela “casa de Deus”, como um pai de família que administra com prudência e sabedoria os bens de sua casa. Não posso ser omisso e nem negligente no cumprimento deste meu dever de supervisionar (epi – scopô) a administração do patrimônio das Paróquias, e portanto da Diocese, de acordo com o Código de Direito Canônico.

O filósofo grego Aristóteles ensina: “Platão é meu amigo, mas a verdade é uma amiga maior”. E Jesus confirma: “A verdade vos libertará”.

Atendi o seu pedido. Peço licença, agora, para voltar ao meu silêncio... Deus lhe pague.

Saudações respeitosas.

Dom Fernando Panico
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