terça-feira, 12 de novembro de 2013

Se não apoiar o bispo dom Fernando Panico padre pode ser excomungado e despido da batina

Dom Fernando Panico bispo do Crato
Gazeta de Notícias -Em uma das últimas reuniões no Centro de Expansão Diocesano, onde compareceu grande parte do clero da Diocese do Crato, o bispo Fernando Panico colocou sobre a mesa uma folha de papel com um texto no cabeçalho dizendo que os padres abaixo assinado estariam desmentindo de que não havia um grupo de 52 padres pedindo sua saída da Diocese do Crato e que todos estavam solidários com Dom Fernando frente às denúncias injuriosas e as notícias maldosas da imprensa contra sua pessoa. Muitos padres não concordaram com o texto e não assinaram a tal abaixo assinado. O texto foi mudado, amenizando os dizeres, mas mesmo assim muitos dos padres presentes não assinaram.
Nos dias seguintes, a cúpula diocesana incumbiu o padre Edmilson Neves, pároco da igreja matriz de Nossa Senhora da Penha do Crato, para visitar individualmente cada padre, instante em que dissimuladamente coagia, com aviso nas entrelinhas, de que a falta de apoio ao bispo resultaria em retaliações. Diante desse procedimento os padres foram assinando frente aos impositivos conselhos.
O bispo italiano, naturalizado brasileiro, Fernando Panico, vem dentro de uma “batina justa” como disse a Revista Veja em edição recente, por teimar em trilhar as margens das leis canônicas de sua igreja e se confrontar com a Constituição e Código Penal brasileiros.
Uma sequencia de ações e atitudes, não condizentes com a posição de um sacerdote, vem levando o bispo do Crato a situações vexatórias e razões de chacotas nas ruas e praças das cidades do Cariri.  É óbvio que o povo aumenta, mas não inventa. Mesmo assim grande parte do disse me disse, no dia-a-dia nas praças, não deixa de ter um fundo de verdade.
São boatos torpes, inconcebíveis de acontecer no seio da igreja católica, mas repetidos continuamente nas rodas e conversas, sempre com acréscimos e insinuações maldosas fazendo crer numa verdadeira algazarra de homoafetividade e esbanjamento no clero local.
Todos os fatos e acontecimentos desairosos envolvendo a figura central do bispo Fernando Panico foram postos em um consubstanciado dossiê, preparado ao longo de vários meses, por um grupo de juristas, jornalistas, fiéis católicos e sacerdotes que nessa terça feira última – 5 de novembro, foi encaminhado à Dom Giovanni d’Aniello, núncio apostólico no Brasil e ao Sumo pontífice Papa Francisco no Vaticano. O dossiê contém uma séria de documentos comprobatórios de desrespeito do bispo Fernando Panico às leis cíveis e penais do Brasil, bem como desconsiderações às leis canônicas da igreja, e menciona, inclusive, as inverdades proferidas pelo prelado em suas posições e falas em púlpitos das igrejas e sua emissora de rádio.
Por si, a situação e permanência de dom Fernando Panico frente à Diocese do Crato são insustentáveis, diz o povo que repudia sua continuidade a frente da igreja católica do Cariri, sob pena de um desmonte de todo o patrimônio da Diocese, com danos irreversíveis e irreparáveis ao conceito do catolicismo e a própria credibilidade do clero.
A renúncia é o que se pede ao bispo Fernando Panico, pois essa é mais do que uma atitude e mostra de desapego aos bens materiais e prova de amor a igreja católica, erguida há 2000 mil anos, que vem sendo molestada por sucessivos escândalos de toda ordem comportamental envolvendo padres, bispos e cardeais que dão primazia aos egos predominantes.
A pergunta que paira é: por que Dom Fernando ainda não foi destituído pelo papa Francisco? Ou mesmo, por que ele ainda não renunciou? O problema da Diocese do Crato é do tamanho de uma gota d’água na imensidão do oceano, comparando-se com as intrigas, as hipocrisias, o conservadorismo e os vaticanistas na Cúria Romana, que levam o Papa a colocar em risco sua própria vida. A história descrita nos grossos e velhos livros da Igreja Católica conta da renúncia e envenenamento de papas e das brigas pelo poder dos que cercam o chefe maior da igreja de São Pedro. A renúncia de Bento XVI foi anunciada ao comando cardinalício como um ato para que a igreja não corra o risco de renunciar a si mesma. Bento XVI não renunciou simplesmente, seu ato foi precedido de discursões e questionamento, ele denunciou a hipocrisia religiosa, o comportamento e os hábitos que procuram aprovação. O verdadeiro discípulo não serve a si mesmo nem ao público, mas a seu Senhor, na simplicidade e na generosidade, e mostrou seu desejo de trabalhar pela efetivação do Concílio Vaticano II para a verdadeira renovação da Igreja.
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