quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Carta do empresário Valdemir Correia de Sousa ao jornal Gazeta de Notícias

Valdemir Correia (Foto Blog do Crato)
Tem me chamado atenção ultimamente a polêmica entre o jornal Gazeta de Notícia - leia-se Luiz José dos Santos e o bispo da Diocese dom Fernando Panico. Venho acompanhando com apreensão o episódio e formando opinião a respeito do assunto.
Primeiro quero declarar que sou amigo, desde muito tempo, do jornalista Luiz José, pessoa que admiro gosto muito de seu jornal que leio constantemente, e às vezes até participo como anunciante quando sou solicitado pela senhora Aline Maria, diretora comercial. Quero também declarar que não sou advogado de Dom Panico, primeiro porque não sou formado em direito e segundo porque não tenho procuração para tal.  Nesta última edição do jornal de número 200, notei que a cada edição aumenta o rigor como o jornalista ataca o bispo... Vejam a manchete: “Surge movimento paredista para criar uma nova diocese ou mudar a sede do Crato para o Juazeiro” Primeiro gostaria que o nobre jornalista declarasse para os seus milhares de leitores que paredistas são estes? Que função os mesmos tem e quem está no comando da campanha para mudar a diocese de Crato para Juazeiro, são os católicos, os políticos as autoridades constituídas?
                Faço esta pergunta por que leio os jornais da região, assisto tv, escuto o noticiário das emissoras da região, e não escuto nada sobre o assunto, notícias estas que somente o jornal Gazeta de Notícias vem divulgando. Quero dizer ao amigo Luiz José, que tive a oportunidade de assistir uma missa na igreja matriz de Juazeiro, no dia da nomeação do dr. Teodoro Silva Santos, como desembargador, e ao chegar à igreja, em cada porta tinha dois senhores segurando uma faixa com dizeres grosseiros contra o bispo. Qual não foi minha admiração ao ver na entrada principal da matriz Dom Panico ser ovacionado de pé, por todos que ali se encontravam e veja que a igreja estava repleta de autoridades de todos os poderes.
                Portanto creio que esta campanha encetada pelo ilustre jornalista não vai prosperar pelos seguintes motivos: Primeiro, porque o bispo de Crato Dom Panico, desde que eu conheço, foi o bispo que mais tempo dedicou a igreja, e a causa de nosso querido patriarca Padre Cícero, levando até uma luzidia comitiva a Roma para tratar de sua canonização, aliás, muito, muito justa. Segundo: como todos sabem, a igreja é milenar, e um assunto desta envergadura, que seja criar uma diocese em Juazeiro, por sinal muito merecida, ou transferir a do Crato para lá, é assunto para, como disse, a igreja, levar séculos e séculos, amém.  Portanto, gostaria que o ilustre jornalista voltasse o seu precioso tempo para os nossos problemas locais e deixasse a igreja resolver suas pendências como já está sendo resolvida, ou seja, na justiça.
                Quanto ao bispo vender imóveis pertencentes a diocese todos sabem que o bispo é um gestor nomeado pelo papa, autoridade máxima da igreja, e que somente o mesmo tem poderes para a afastá-lo ou tirar o comando da diocese. Se ele vende imóveis, deve fazê-lo com autorização da igreja, a quem deverá prestar contas, e não a nós pobres mortais.
                Vamos, pois, ilustre jornalista, pensar bem sobre o assunto, e que esta pendenga refere-se a motivos contrariados sobre a venda de imóveis no Juazeiro, envolvendo grandes volumes de dinheiro, se a pendenga é da igreja deixe que seus advogados resolvam. Portanto, gosto muito e quero continuar lendo o seu jornal, e peço ao amigo que não transforme o mesmo em trincheira a favor de qualquer parte e que suas notícias interessem a todos e não somente a partes interessadas no assunto, seja imparcial.

Crato Ceará, 13 de fevereiro de 2013
Valdemir Correia de Sousa



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