quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

BENTO XVI: Perguntas sem respostas

A morte de um Papa é uma dor. A aposentadoria de um Papa, uma dor de cabeça, observou o jornal El País, da Espanha, ao listar as muitas perguntas sobre a futura situação de Bento XVI para as quais a Igreja ainda não tem respostas.
Lidar com a morte de um Papa é fácil para uma instituição acostumada a fazer isso. O ritual foi definitivamente coreografado há alguns séculos. De outra parte, não há informações satisfatórias sobre como enfrentar uma situação que há sete séculos não se repete.
Bento XVI deixará de ser Papa por vontade própria a partir das 20h do próximo dia 28. Voltará a ser Joseph Ratzinger, um alemão nascido na região da Baviera. Como doravante será chamado? De Bento XVI, de Papa ou de Sua Santidade não pode.
Bento XVI terá entrado para a História - embora o homem que tenha adotado esse nome continue vivo. O título de Papa estará vago até que se eleja o próprio - bem como o de Sua Santidade. Papa só existe um.
Impensável chamá-lo de ex-Papa. Chamá-lo de cardeal Ratzinger, assim no seco, para quem foi Papa por quase oito anos? A pensar. Sem resposta por enquanto. Providenciou-se uma para a pergunta mais insistentemente repetida pelos jornalistas.
Em questões de fé e de moral o Papa é infalível, segundo um dos dogmas da Igreja. Bento XVI conservará tal condição? O porta-voz da Igreja respondeu que não. Ele a perderá no momento em que deixar de ser Papa.
O Espírito Santo, aquele que orienta o Papa para evitar erros, aguardará a eleição do próximo para retomar sua função. Descanso merecido de 15 a 20 dias.
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