sábado, 5 de janeiro de 2013

“Nota de Repúdio” é lida com ênfase por emissoras locais

 por Luiz José dos Santos
A maneira mais estúpida, autoritária e desonesta de responder a alguma crítica é tentar desqualificar quem critica, porque revela a incapacidade de rebatê-la com argumentos e fatos, ideias e inteligência. A prática dos brados e relinchos serve para esconder sentimentos de inferioridade e mascarar erros e intenções, mas é uma das mais populares e nefastas atitudes em uma discussão.

A outra é responder acusando a mim de ser isso ou aquilo. São formas primitivas e grosseiras de expressão, nivelando pela baixaria, e vai perder tempo quem tentar impor a essas pessoas, alguma racionalidade e educação no debate.

Nem nos mais passionais bate-bocas alguém apela para a desqualificação pessoal, por inutilidade. Ser conservador ou liberal, gay ou hetero, honesto ou ladrão, preto ou branco, petista ou tucano, não vai fazer não mudam os fatos.

O jornal Gazeta de Notícias publicou uma série de reportagens, crônica criticando as ações do bispo diocesano do Crato, delas com dureza e argumentos, mas sem ofensas pessoais nem mentiras.

Sou jornalista, diretor editor da Gazeta de Notícias fui acusado de ter se vendido, porque alguém só pode ter ideias contraditórias se levar dinheiro, faltou relinchar sobre a minha idade, saúde, virilidade, aparência e inteligência. E ninguém, da minha classe, se dignou a minimizar as acusações. O combate às criticas foram lidas, com ênfases e boa entonação, em emissoras locais sem um senão sequer. No momento do "direito de resposta" foram feitas ponderações no que eu disse: O noticiarista disse que: “O bispo tem feito um bom trabalho junto às paróquias da região.”
Bondade fazem também, Fernandinho Beira-mar e outros traficantes, ajudando o povo de suas favelas. Nem por isso seus crimes são contemporizados.
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Essa Nota copidescada, vem a propósito de um artigo, com o mesmo teor e sentido, pubicado no jornal O Globo.
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