sexta-feira, 16 de novembro de 2012

‎"Delírios militantes".

Gazeta de Notícias - Blog do Noblat - O Globo - (Editorial de O Globo)

É do perfil do militante político radical rejeitar a realidade objetiva e se agarrar ao que acha ser a “verdade revelada”, como qualquer sectário religioso.

Só assim é possível entender a nota do PT que denuncia uma “partidarização” do Supremo Tribunal Federal na condenação de mensaleiros estrelados do partido.
...

Quer dizer: a Corte, em grande maioria composta por ministros nomeados por governos do PT, teria se "rebelado".

Como já foi dito, militantes poderosos confundiram o posto de ministro da mais alta Corte da Justiça com “cargo de confiança” do governo. Sério equívoco.

A realidade objetiva é bem outra. O STF demonstrou estar à altura da função que a Constituição lhe outorga, o de defendê-la, e, assim, ficar ao lado do regime democrático representativo, protegê-lo de qualquer tipo de golpe, vindo da direita ou esquerda.

No delírio militante, de nada valem o tempo de trabalho de organismos de Estado na investigação do escândalo e os cinco anos dedicados à formulação do voto do relator do processo, de que fizeram parte depoimentos de inúmeras testemunha e provas irrefutáveis.

Segundo a visão intoxicada de ideologia do militante, o julgamento “técnico” inocentaria mensaleiros do partido; o “político” os condenaria.

Nos livros de História, não será muito mais que nota de rodapé.

O destaque ficará com o desfecho em si do julgamento que fortaleceu as instituições democráticas.

"Delírios militantes". (Editorial de O Globo)

É do perfil do militante político radical rejeitar a realidade objetiva e se agarrar ao que acha ser a “verdade revelada”, como qualquer sectário religioso.

Só assim é possível entender a nota do PT que denuncia uma “partidarização” do Supremo Tribunal Federal na condenação de mensaleiros estrelados do partido.

Quer dizer: a Corte, em grande maioria composta por ministros nomeados por governos do PT, teria se "rebelado".

Como já foi dito, militantes poderosos confundiram o posto de ministro da mais alta Corte da Justiça com “cargo de confiança” do governo. Sério equívoco.

A realidade objetiva é bem outra. O STF demonstrou estar à altura da função que a Constituição lhe outorga, o de defendê-la, e, assim, ficar ao lado do regime democrático representativo, protegê-lo de qualquer tipo de golpe, vindo da direita ou esquerda.

No delírio militante, de nada valem o tempo de trabalho de organismos de Estado na investigação do escândalo e os cinco anos dedicados à formulação do voto do relator do processo, de que fizeram parte depoimentos de inúmeras testemunha e provas irrefutáveis.

Segundo a visão intoxicada de ideologia do militante, o julgamento “técnico” inocentaria mensaleiros do partido; o “político” os condenaria.

Nos livros de História, não será muito mais que nota de rodapé.

O destaque ficará com o desfecho em si do julgamento que fortaleceu as instituições democráticas.
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