quarta-feira, 24 de outubro de 2012

O Bolo de Noiva do Crato

Gazeta de Notícias - Transição em prefeitura? Se a moda pega.
O atual prefeito Samuel Araripe vai até o adversário eleito pedindo clemência, para num acordo fazer a transição de prefeito para prefeito, uma forma de acovardamento, visto que nunca se viu tal reverência no âmbito municipal. O prefeito eleito Ronaldo Muniz teve seu nome e de sua família achocalhados, jogado na lama, quando também foram postos em dúvida sua dignidade e honradez, no caso das “telhas fantasmas.” Quem bate esquece com facilidade, quem apanha leva a marca por um bom tempo.
O crepúsculo político de Samuel Araripe está ofuscando seu senso crítico, o discernimento, e acabando com a hombridade dos alencares. Transição é uma bestice. É uma tentativa de pedir clemência para que o sucessor faça vista grossa nos desmandos até então. A última palhaçada nessa ordem foi promovida pela desastrosa equipe do presidente eleito de então, Fernando Color de Mello, com o tal “bolo de noiva,” uma casa onde foi montado um escritório para a malfadada transição.
O prefeito que sai tem apenas e tão somente que entregar as chaves da prefeitura e do cofre onde estão guardas as medalhas honoríficas “Barbara de Alencar” que numa determinada gestão passada foram todas surrupiadas, encontrados apenas os estojos vazios.
O novo prefeito, na transição, tem sua equipe para receber e num primeiro momento exorcismar as mazelas, cuidar para ver a dimensão do desmonte e entregar as autoridades competentes para as ordens cabíveis. O prefeito Samuel Araripe, saindo da Prefeitura, tem apenas que simbolicamente entregar o posto exatamente no dia 1º de janeiro de 2013. Ronaldo Muniz, a exemplo da história política do Brasil, não tem, nem deve clamar orientações ao seu antecessor.
A partir dessa data o município do Crato deve ressurgir para um novo tempo, com novas ideias, com novos projetos, novos horizontes, novos caminhos, novas conquistas e seu povo estimular o prefeito para um provir desenvolvimentista que o Crato há muito espera.

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