sexta-feira, 29 de abril de 2011

Censo 2010 aponta que população brasileira ultrapassou os 190,7 milhões

Gazeta de Notícias - Brasília, 29 abr (EFE).- O resultado preliminar do Censo 2010, divulgado hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), comprova que o Brasil é um país que caminha rapidamente para o envelhecimento populacional. Em relação a 2000, diminuiu a representatividade dos grupos etários para todas as faixas com idade até 25 anos, ao passo que os demais grupos etários aumentaram suas participações na última década.
Os resultados apontam que o Brasil tem 190.755.799 habitantes e que a população brasileira cresceu durante a última década 12,3%, a uma taxa média de 1,17% ao ano.
Essa população inclui 13,8 milhões de crianças de até quatro anos (3,6%) e 14 milhões de pessoas com mais de 65 (7,4%), o que "significa que há menos crianças do que há dez anos e também que o número de idosos aumentou", explicou o gerente de projetos da Coordenação de População e Indicadores Sociais do IBGE, Fernando Albuquerque.
O censo de 1990 apontava que as crianças de até 4 anos representavam 5,7% da população e os idosos eram 4,8%.
A sinopse do Censo mostra que há uma explosão de crescimento da população das Regiões Norte e Centro-Oeste, onde ficam biomas importantes, como a Amazônia e o Cerrado. Segundo o instituto, os 10 Estados que mais cresceram de 2000 a 2010 estão nas duas regiões, que ainda têm, porém, a menor proporção de moradores do País. O levantamento também aponta redução no número de moradores em 25% das cidades brasileiras e o crescimento mais acentuado dos municípios médios.
Os resultados também revelam que no Brasil há 96 homens para cada 100 mulheres, o que o IBGE atribui a uma maior taxa de mortalidade entre o sexo masculino. Segundo o censo, 105 em cada 205 pessoas nascidas no país são homens, que são menos longevos do que as mulheres.
O IBGE também constatou que no Brasil existem 60.002 casais de homossexuais, e 37.487.115 pessoas que têm cônjuges do sexo oposto.
O censo também atualizou alguns indicadores sociais e estabeleceu que o número de casas cresceu 28% entre 2000 e 2010 e chegou a 57,3 milhões, mas também que 730 mil pessoas continuam sem acesso a eletricidade e que quatro milhões de domicílios não dispõem de água potável.
O IBGE registrou ainda que na década de 2000 o analfabetismo caiu de 12% para 9,6%, o que significa que o governo não cumpriu sua meta de reduzi-la para menos de 6,5% em 2010.
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