terça-feira, 18 de outubro de 2011

Conversa com a Presidenta

Coluna semanal da Presidenta Dilma Rousseff

Charles Nunes de Melo, 50 anos, bancário em Fortaleza (CE) – Por que o governo não investe massivamente nos trens metropolitanos para melhorar a qualidade de vida do povo brasileiro?


Presidenta Dilma:
Charles, com o PAC, o governo federal voltou a investir pesadamente em transporte público nas cidades, em parceria com estados e municípios. Nós vamos investir R$ 30 bilhões em obras de mobilidade urbana para melhorar o transporte coletivo pelo Brasil inteiro. A escolha do tipo de transporte – se trem metropolitano, metrô, ônibus, Veículo Leve Sobre Trilho (VLT) – é feita com base nas análises e estudos que os próprios municípios e estados apresentam ao governo federal. Eles informam as prioridades, as condições de operação do sistema que desejam e também a capacidade de manutenção da infraestrutura que envolve um transporte coletivo. Em Fortaleza, por exemplo, retomamos as obras no metrô, e estamos investindo R$ 854 milhões. Deste total, R$ 604 milhões são do orçamento federal, e R$ 142,5 milhões são financiamento para o governo estadual. Com estes recursos, já estamos terminando a modernização do sistema de trens metropolitanos da Linha Oeste, no trecho João Felipe a Caucaia. No próximo ano, terminaremos a implantação da Linha Sul, no trecho Vila das Flores a João Felipe. E estamos estudando outros projetos com o governo do Estado, no âmbito do PAC Mobilidade Urbana. Na semana passada estive em Curitiba e Porto Alegre anunciando investimentos nos metrôs das duas cidades. Em setembro, anunciamos também investimentos no metrô de Belo Horizonte e estamos investindo no metrô de Recife. Estas são algumas das ações que comprovam o nosso compromisso de melhorar a qualidade de vida também dos brasileiros que moram nas grandes cidades.

Simone Souza, 37 anos, analista de faturamento em Carapicuíba (SP) – É muito difícil para uma mulher pagar aluguel e sustentar os filhos, sozinha. Existe algum programa ou projeto de apoio a mulheres nessa situação, como para comprar um imóvel?


Presidenta Dilma: Simone, quase 22 milhões de lares brasileiros são chefiados por mulheres, a grande maioria sem a presença do marido ou companheiro. Por essa razão, decidimos dar atendimento especial a essas mulheres no Programa Minha Casa, Minha Vida. Elas podem ser donas da casa ou do apartamento, assinando, sozinhas, o contrato com a Caixa Econômica Federal, que vai financiar a compra do imóvel. Antes disso, a mulher precisava ter a assinatura do marido. Além de termos acabado com essa exigência, o Minha Casa, Minha Vida também oferece financiamento em condições mais adequadas para as famílias com renda mais baixa. No caso daquelas que têm renda de até R$ 1.600,00 por mês, por exemplo, o valor da prestação não vai ser maior do que 10% da renda da família. Para você ter uma ideia, se a renda é de R$ 600,00, a prestação vai ficar em R$ 60,00 no máximo. Assim, essas famílias pagam apenas uma pequena parte do valor do imóvel e o restante é subsidiado pelo governo. Com isso, as mulheres chefes de família podem ter uma moradia digna para elas e seus filhos. Neste caso, você deve se inscrever na prefeitura da sua cidade para ser atendida.

Francisco Xavier Lima e Souza, 56 anos, professor universitário em Xapuri (AC) – Como o Brasil pensa em se proteger e impedir a entrada de drogas e armas nas fronteiras?

Presidenta Dilma:
Há quatro meses, Francisco, nós lançamos o Plano Estratégico de Fronteiras. Pela primeira vez, juntamos as forças de segurança pública – Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e Força Nacional de Segurança – e as Forças Armadas no controle de nossas fronteiras. Fizemos, agora, um balanço dos primeiros meses e os resultados são muito positivos. O Plano funciona com a Operação Sentinela, que é conduzida pela Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e Força Nacional de Segurança, e com a Operação Ágata, comandada pelas Forças Armadas. Com essa integração, mais de 64 toneladas de drogas foram apreendidas antes que chegassem às cidades. Comparando com os primeiros meses do ano, quando o Plano ainda não tinha sido criado, foram oito vezes mais drogas apreendidas, que deixaram de ser consumidas e de estimular a violência e a criminalidade. Neste mesmo período, mais de 65 mil munições e 300 armas foram também apreendidas e três mil prisões foram feitas. Ao combinar a fiscalização permanente (Operação Sentinela) com as ações ostensivas (Operação Ágata), aliando ações de inteligência e integração com os estados e com outros países, o Plano Estratégico de Fronteiras está melhorando a vigilância e evitando crimes ao longo dos quase 17 mil quilômetros de nossas fronteiras, onde vivem 11 milhões de pessoas. Os primeiros meses já nos mostraram que estamos no caminho certo.



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