quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Aumenta o potencial brasileiro para o consumo de madeiras nobres americanas

Em recente visita ao Brasil para avaliar o mercado para impulsionar ações para a promoção e venda de madeiras nobres norte-americanas, foi possível perceber que o país mudou nos últimos anos. O Brasil está muito receptivo à madeira norte americana, tanto pelo interesse de seus empresários, como na visão tarifária. Há vários pontos que colaboram para isso. Ao contrário de países como a Índia, que criam barreiras para a importação de madeira, mesmo quando há uma escassez cada vez maior da matéria-prima, o Brasil entende que, para suprir suas demandas, é necessário buscar as soluções que incentivem as empresas locais a se diferenciar.
Outra prova das mudanças acontecidas no Brasil está no fato de que o perfil do cliente de madeiras nobres americanas também não é mais o mesmo. Até há alguns anos, o mercado que sempre mais próximo das empresas de madeiras americanas é o de reexportação, que explora o Drawback, lei que isenta de impostos empresas que importam matérias-primas para a fabricação de produtos para a exportação. Mas já é perceptível uma ampla mudança. Este mercado está perdendo espaços para fábricas que atendem ao consumo interno, como resultado dos incentivos do governo à economia, da disponibilidade de crédito e do acesso a produtos mais sofisticados a boa parte dos consumidores. Por isso, podemos afirmar que o Brasil tem um enorme potencial para o consumo de madeiras nobres em diversos segmentos de mercado, como de móveis para decoração, móveis para escritórios e cadeiras, entre outros.
Importar madeira já não é há muito tempo um negócio complicado. Todos os processos envolvidos na comercialização, transporte e entrega são transparentes e pontuais. Como principais pontos favoráveis da importação de madeira temos a competitividade dos produtos americanos, a disponibilidade de fornecimento destes insumos, e a sustentabilidade das florestas de onde se originam essas madeiras.
O valor do frete dos Estados Unidos até os portos é similar ao que é investido para transportar madeiras nobres da região Norte do Brasil até o Sul, onde estão os principais pólos fabricantes. Além disso, temos a favor a desvalorização do dólar, que não deve ter grandes alterações nos próximos anos, já que a economia brasileira tornou-se bastante estável nos últimos anos.
Em relação aos volumes de fornecimento, os Estados Unidos têm hoje uma área florestal maior do que há 10 anos, ao mesmo tempo em que produz quase 50% menos madeira. Isso significa que há um potencial enorme para comercialização. Além disso, vale ressaltar que esse crescimento de área plantada é todo realizado por métodos sustentáveis, com manejo controlado e reflorestamentos naturais. Todo esse trabalho é feito com foco na biodiversidade, tanto da fauna quanto das florestas. Há ainda questões legais. Nos Estados Unidos não se corta uma floresta sem que as autoridades regulamentadoras sejam informadas. A USDA Forest Services faz supervisões e controles de praticamente todas as florestas americanas.
Com tantos argumentos, podemos afirmar categoricamente que o Brasil ganha mais importância no cenário mundial, como grande consumidor de madeiras nobres, com empresários que podem buscar soluções internacionais para o dia-a-dia de sua produção, e com crescimento atrativo do poder de compra do consumidor.
Por John Read, consultor responsável por um amplo estudo sobre o potencial brasileiro para o consumo de madeiras importadas dos Estados Unidos, promovido pela Ahec (American Hardwood Export Concil), entidade que congrega as principais empresas exportadoras de madeira americanas.
Release de Clóvis Rech
Porthus Comunicação
E-mail: ahec@porthuseventos.com.br
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