“Nota de Repúdio” é lida com ênfase por emissoras locais
por Luiz José dos Santos
A maneira mais estúpida, autoritária e desonesta de responder a alguma
crítica é tentar desqualificar quem critica, porque revela a
incapacidade de rebatê-la com argumentos e fatos, ideias e inteligência.
A prática dos brados e relinchos serve para esconder sentimentos de
inferioridade e mascarar erros e intenções, mas é uma das mais populares
e nefastas atitudes em uma discussão.
A outra é responder acusando a mim de ser isso ou aquilo. São formas
primitivas e grosseiras de expressão, nivelando pela baixaria, e vai
perder tempo quem tentar impor a essas pessoas, alguma racionalidade e
educação no debate.
Nem nos mais passionais bate-bocas alguém
apela para a desqualificação pessoal, por inutilidade. Ser conservador
ou liberal, gay ou hetero, honesto ou ladrão, preto ou branco, petista
ou tucano, não vai fazer não mudam os fatos.
O jornal Gazeta de
Notícias publicou uma série de reportagens, crônica criticando as ações
do bispo diocesano do Crato, delas com dureza e argumentos, mas sem
ofensas pessoais nem mentiras.
Sou jornalista, diretor editor
da Gazeta de Notícias fui acusado de ter se vendido, porque alguém só
pode ter ideias contraditórias se levar dinheiro, faltou relinchar sobre
a minha idade, saúde, virilidade, aparência e inteligência. E ninguém,
da minha classe, se dignou a minimizar as acusações. O combate às
criticas foram lidas, com ênfases e boa entonação, em emissoras locais
sem um senão sequer. No momento do "direito de resposta" foram feitas
ponderações no que eu disse: O noticiarista disse que: “O bispo tem
feito um bom trabalho junto às paróquias da região.” Bondade fazem
também, Fernandinho Beira-mar e outros traficantes, ajudando o povo de
suas favelas. Nem por isso seus crimes são contemporizados. -------------------- Essa Nota copidescada, vem a propósito de um artigo, com o mesmo teor e sentido, pubicado no jornal O Globo.
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